Reino Unido - RCI ACCOUNTABILITY

País
Reino Unido

O que é
É um índice que relaciona o estado da responsabilidade corporativa com a competitividade das nações. O Índice revela quais os países que estão atingindo crescimento econômico sustentável baseado em práticas de responsabilidade social.

Origem
A elaboração do Índice de Competitividade Responsável – RCI foi coordenada pela Accountability e desenvolvidos a partir do Diálogo de Políticas Globais sobre Competitividade Responsável realizado em 2004. Tem o apoio do Rockefeller Brothers Fund e parceria com a Fundação Dom Cabral, com o Pacto Global, das Nações Unidas, com redes de negócios, organizações de pesquisa e instituições públicas na África, na Ásia, na Europa e na América Latina.

O índice está em sua terceira edição.

A primeira delas aconteceu em 2003, quando 51 países constituíram o ranking que alinhava responsabilidade corporativa com competitividade das nações.

Para elaborar o índice de 2005, diagnosticou-se, primeiramente, o estado da responsabilidade corporativa em 83 nações a partir da análise de critérios como
corrupção, manejo ambiental e governança corporativa em cada país. A pesquisa foi depois relacionada com o índice de competitividade do Fórum Econômico
Mundial (*). O índice do Fórum Econômico Mundial define competitividade como a habilidade de um país em atingir um crescimento sustentável no médio e no longo prazo.

Em 2007, o índice foi lançado novamente, porém, desta vez, contabilizando 108 países em seu estudo, incluindo o Brasil, de acordo com o grau em que o clima
político, econômico e social favorece (ou não) estratégias e práticas empresariais baseadas no princípio da sustentabilidade. Relatório: The State of Responsible
Competitiveness 2007 — Making Sustainability Count in Global Markets.

Objetivo
A competitividade responsável é um conceito que permite avaliar quanto os mercados remuneram o comportamento responsável das empresas, e o quanto
penalizam o comportamento não-responsável. Constitui a condição necessária para uma globalização viável, que alinhe a ampliação de oportunidades e papéis da empresa no desenvolvimento com a redução de pobreza e desigualdade e a estabilidade ambiental. Prevê que os governos e empresas de todo o mundo incorporarão cada vez mais questões relacionadas com a responsabilidade social em suas estratégias de desenvolvimento e manutenção da competitividade
nacional.

Conteúdo
O índice de Competitividade Responsável 2007 foi composto por 21 indicadores econômicos, sociais e ambientais agrupados em três dimensões que avaliam:
1. O quanto as estratégias e práticas dos negócios levam explicitamente em conta os impactos social, econômico e ambiental.
2. O quanto o macroambiente do país orienta estas estratégias e práticas.
3. O quanto habilitadores sociais do país (fatores que escapam do controle do governo e das empresas) pressionam ou travam o avanço da competitividade responsável.

Os 21 indicadores econômicos, sociais e ambientais (versão 2007) são:

Diretrizes Políticas
1. Assinatura e Ratificação de Tratados Ambientais.
2. Ratificação de Direitos Básicos dos Trabalhadores.
3. Rigidez do Índice de Emprego.
4. Rigidez das Normas Ambientais.
5. Emissões de CO2 por bilhão de dólares.
6. Mulheres empregadas no setor privado.
7. Sistema Tributário Responsável.

Ação Empresarial
8. Eficácia das Direções Corporativas.
9. Comportamento Ético das Companhias.
10. Igualdade Salarial para Atividades Assemelhadas.
11. Força dos Padrões de Auditoria e Contabilidade.
12. Grau de Treinamento de Funcionários.
13. Taxa de Certificação ISO.
14. Acidentes Ocupacionais.

Habilitadores sociais
15. Índice de Percepção de Corrupção.
16. Orientação a Consumidores.
17. Liberdade de Imprensa.
18. Transparência das Transações.
19. Filiação a ONGs.
20. Liberdades Civis.
21. Impacto da Poluição nas Operações Empresariais.

As três dimensões são:

1. Diretrizes Políticas — incluem indicadores que demonstram o compromisso por parte do governo, como a assinatura e ratificação de tratados internacionais, a elaboração de um sistema tributário responsável, a implementação de normas ambientais rígidas e de medidas para reduzir a desigualdade de gêneros. Diretrizes políticas eficazes exigem a coordenação de muitos departamentos e agências governamentais e (especialmente em países maiores) mecanismos mais eficientes para a combinação de políticas centrais, regionais e locais.

2. Ação Empresarial — no nível empresarial, sistemas de gerenciamento responsáveis incluirão ações efetivas a respeito de questões como treinamento de funcionários, saúde e segurança ocupacional e redução de impactos ambientais.

3. Habilitadores Sociais — À medida que as empresas ultrapassam a etapa da implementação de sistemas básicos de gerenciamento responsável e à medida que
os governos coordenam suas políticas para apoiar o setor privado, entra-se em um território no qual a vantagem do ineditismo desaparece.

O índice foi criado utilizando-se um modelo de regressão linear em que as variáveis independentes (regressores) são os fatores descritos acima. Além disto, o modelo de regressão leva em conta o nível de desenvolvimento do país: baixa, média e alta renda (classificação utilizada pelo Banco Mundial).

O papel das empresas revelou-se fundamental para promover a competitividade responsável, uma vez que, dentre estas três dimensões, a que avalia o quanto estratégias e práticas dos negócios levam explicitamente em conta os impactos social, econômico e ambiental foi a que teve a maior importância na composição
do índice.

Resultado
Em 2003, 2005 e 2007 a AccountAbility e seus parceiros lançaram os Relatórios de Competitividade Responsável, que servem para monitorar o progresso das regiões e do mundo inteiro.

A Suécia é líder em competitividade responsável. Outros países nórdicos europeus estão nas seis primeiras posições: Dinamarca, Finlândia, Islândia e Noruega. Entre os 20 mais bem colocados, 13 são europeus. Os outros 7 são, nesta ordem, Hong Kong, Japão, Cingapura, Canadá, EUA, Austrália e Nova Zelândia.

No grupo dos países emergentes, conhecidos como BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) mais África do Sul, este último assume o primeiro lugar do grupo e fica na 28ª posição do ranking geral. O Brasil ficou em 2º lugar nesse grupo e na 56ª posição do ranking geral. Índia, Rússia e China ficaram em 3º, 4º e 5º lugares no grupo e na 70ª, 83ª e 87ª posições, respectivamente, na lista geral. Chile e Malásia chamaram atenção pelo seu bom desempenho e ficaram à frente de alguns Estados que entraram recentemente para a União Européia.

Em relação às economias de baixa renda, Zâmbia e Uganda foram mais bem colocadas que outros países com mesmo nível de desenvolvimento, segundo classificação do Banco Mundial. Em Camboja, Marrocos e Bangladesh, iniciativas de inovação na competitividade responsável já conseguiram gerar resultados em
âmbito nacional.

O relatório Competitividade Responsável: A Reformulação dos Mercados Globais através de Práticas Empresariais Responsáveis – América Latina, lançado no final de 2006, analisa o avanço da América Latina em relação à meta da competitividade responsável. Ele surge do esforço de colaboração entre AccountAbility, FDC e Incae, com o apoio do Fórum Empresa e do Fundemas.

Referências
www.accountability21.net
www.accountability21.net/publications.aspx?id=878
www.accountability21.net/uploadstore/cms/docs/Competitividade%20Responsa...

Relatório 2006 (Am. Latina)
• Sumário: www.accountability21.net/research/default.asp?pageid=242
• Íntegra: www.accountability21.net/uploadstore/cms/docs/Competitividad%20Responsab...


Comparação de rankings Índice de Crescimento de Competitividade (ICC) e
Índice Nacional de Competitividade Responsável (INCR)