Holanda - GR3 GRI

País
Holanda

O que é
É a iniciativa que marca a primeira vontade em escala mundial de chegar a um consenso a respeito de uma série de diretrizes de comunicação sobre a responsabilidade social e ambiental das empresas. Seu objetivo é elevar a qualidade dos relatórios a um nível passível de comparação, consistência e utilidade.

Origem
Ferramenta criada pela Global Reporting Initiative (GRI), organização internacional com sede em Amsterdã, na Holanda, cuja missão é desenvolver e disseminar globalmente diretrizes para a elaboração de relatórios de sustentabilidade. A idéia de estabelecer um padrão global para relatórios não-exclusivamente financeiros surgiu em 1997 a partir de uma parceria entre a CERES (Coalition for Environmentally Responsible Economy), instituição não-governamental americana composta por organizações ambientais, de trabalhadores, religiosos, profissionais de investimento socialmente responsável e investidores institucionais, e o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma).

A primeira versão das Diretrizes para Relatórios de Sustentabilidade data de 2000 e foi construída dentro de um processo de engajamento voluntário de diversas partes interessadas: representantes do setor empresarial, ONGs, organizações trabalhistas, investidores institucionais, ativistas de direitos humanos, firmas de auditoria e consultoria, agências da ONU, entre outras, tornando-se um processo internacional, cuja principal proposta é desenvolver e disseminar globalmente diretrizes e incorporar numerosos indicadores de sustentabilidade para a elaboração de relatórios de sustentabilidade (Sustainability Reporting Guidelines). As diretrizes se encontram, hoje, na terceira versão, a G3, lançada em outubro de 2006 e já traduzida para o português.

Objetivo
A GRI busca estabelecer um padrão internacional de relatório econômico, social e ambiental. O modelo proposto pela organização determina princípios e estrutura um modelo para relatar, permitindo às organizações a apresentação geral de seu desempenho econômico, social e ambiental. Propicia a comparação com o mercado,
já que estabelece padrões (indicadores) e ainda serve como uma plataforma para facilitar o diálogo e o engajamento de stakeholders. Além das diretrizes globais,
a GRI desenvolve diretrizes setoriais (Financeiro, Metais e Mineração, Operadoras de Turismo, Agências Públicas, Automotivas, Telecomunicações, entre outras) e, no futuro, lançará diretrizes nacionais.

A GRI encoraja as empresas a:
• Reportar o processo de implementação dos princípios;
• Estabelecer metas;
• Identificar as melhorias alcançadas nos diversos aspectos;
• Reportar se os objetivos foram ou não atingidos;
• Avaliar internamente a consistência entre a política de sustentabilidade corporativa e sua efetiva realização.

Conteúdo
A estrutura e o conteúdo são constantemente revisados e atualizados por meio de um processo participativo envolvendo diferentes setores da sociedade mundial.
O documento divide-se em cinco partes:

Introdução: Tendências que motivam os relatórios de sustentabilidade e os benefícios gerados.
Parte A – Utilizando as Diretrizes: instruções gerais sobre o uso das Diretrizes.
Parte B – Princípios para a Elaboração de Relatórios: princípios e procedimentos que promovem o rigor dos relatórios e que norteiam o uso das Diretrizes.
Parte C – Conteúdo do Relatório: conteúdo e compilação de um relatório.
Parte D – Glossário e Anexos: orientações e recursos adicionais para usar as Diretrizes.

A GRI propõe um conjunto de indicadores organizados nas dimensões econômica, ambiental e social, subdivididos em categorias, aspectos e em indicadores quantitativos ou qualitativos. A escolha dos indicadores depende das características e prioridades de cada organização e de suas partes interessadas.

Os princípios para a Elaboração de Relatórios de Sustentabilidade são: Materialidade, Inclusão dos stakeholders, Contexto da sustentabilidade, Abrangência, Equilíbrio, Comparabilidade, Precisão, Periodicidade, Clareza, Confiabilidade. Há uma versão (High5!) para pequenas e médias empresas.

Passo-a-passo
As organizações podem utilizar as Diretrizes como referência informal, de maneira progressiva ou ainda serem consideradas em três níveis de adesão ao modelo GRI (A, A+, B ,B+, C, C+). Cada uma dessas categorias possui uma serie de requisitos a serem atendidos.

A classificação em cada um dos Níveis de Aplicação é feita por auto-avaliação. O sinal “+” indica que o relatório passou por um processo de verificação externa.

Para cada um dos níveis, a GRI criou um ícone a ser inserido no relatório, além de um ícone que informa que o relatório foi examinado pela própria GRI.

Mas esta análise da GRI se atém apenas aos itens de divulgação, e não ao conteúdo do relatório, não tendo fins de verificação.

A GRI entende que a elaboração de quadro de referência, para prestação de contas econômico, social e ambiental, aceito por todos, constitui um trabalho de longo prazo, qualquer que seja o seu nível de experiência na matéria.



Resultados
Cerca de mil companhias segue as orientações da GRI para fazer um relatório sobre sua sustentabilidade, grupo composto por empresas como General Motors, ABN Amro Bank, Bayer, Nike e Petrobras. No Brasil, o modelo é adotado por 19 organizações, todas de grande porte. (Fonte: www.globalreporting.org/reportsDatabase/06searchDB.asp – acesso em 19/9/2006).

A tendência atual é que mais e mais empresas, no mundo todo, façam seus relatórios no modelo da GRI, permitindo uma padronização que facilite a análise e a
comparabilidade do desempenho das empresas.

Parcerias
A parceria GRI x PACTO GLOBAL tem o objetivo de alinhar as estratégias das duas iniciativas, que têm propostas semelhantes — uma voltada à responsabilidade corporativa, e outra, à sustentabilidade. A idéia é aproveitar os avanços conquistados e aumentar a difusão dos princípios de cidadania junto ao setor privado.

Com isso, as empresas associadas ao Pacto Global passam a ter mais facilidade de aderir à GRI e viceversa. A primeira ação prática decorrente desta parceria foi a elaboração de um novo instrumento, chamado “Fazendo uma conexão: usando as orientações da GRI para comunicar os progressos no Pacto Global”.

Mostra aos associados como usar o modelo proposto pela GRI para elaborar relatórios de avanços na implementação dos dez princípios do Pacto Global.

Referências
www.globalreporting.org
Download G3:
www.globalreporting.org/home/languagebar/portuguese.htm

Colaboração
Report Comunicação
www.reportcomunicacao.com.br